“Os Embriões Não Sabem Que É Sábado” (Dra Levi-Montalcini)

Fui por cortesia ao Paraninfo da Compluense e saí comovido e renascer. Inesperadamente, uma jovem idosa de noventa e nove anos me deu algumas lições magistrais a respeito da vida e a morte. Tenho visto insuficiente reflexo desse evento na imprensa.

Só A nação ponderou-notícia e publicou pela sexta-feira passada uma encantadora crônica de meia página de Gabi Canas. O Mundo, em troca, enviou o feito com uma foto antiga, descuidada, tipo selo e 4 linhas de pé de foto.

Talvez desta forma, sinto neste instante a necessidade de compensação de falar sobre este tema este solene acontecimento, mais ético do que acadêmico, com os leitores do meu site. A doutoranda “honoris razão” tomou assento próximo ao púlpito e o mestre de cerimônias deu um forte e seco golpes sobre o chão de madeira, duplamente centenário. “Elogio da imperfeição”- e comparou com a rica prosa de um outro Prêmio Nobel, o nosso admirado Santiago Ramón y Cajal. Ambos rezumaban agradável gosto literário e vasto acordo social e ético com os outros seres humanos.

Descobriu o NGH em consequência a suas investigações iniciadas clandestinamente em Turim contra as leis fascistas que proíbem toda a carreira acadêmica ou de investigação pros não-arianos (o Manifesto da Raça de Mussolini). O tratamento atual dos tumores seria inviável sem as descobertas de Levi-Montalcini sobre o posicionamento do sistema nervoso. “A descoberta do NGF no início dos anos 50 é um modelo estupendo como um observador agudo poderá deduzir hipóteses válidas a partir de um caos aparente.

  1. A Fazenda
  2. 2 Carreira política 2.Um Senador
  3. Exemplo de queijo
  4. um Mínima poluição atmosférica
  5. seis Non sequitur
  6. 4 Livros de arte e guias

Antes de fazer isso, os neuro-cientistas não tinham uma idéia de que processos envolvidas na enervación correta de todos os órgãos e tecidos do corpo. O Paraninfo estremeceu ao ouvir a tua voz. Era adocicado e melodiosa, quebrada, às vezes, na emoção. Realizou teu mestre Giussepe Levi e, sem o ter conhecido pessoalmente, ponderou-se discípula e seguidora de Ramón e Cajal.

Dominava a retórica e a oratória. Em um discurso vibrante e articulado, administrava magistralmente as pausas e acentos para salientar seu entusiasmo pela vida, sua curiosidade insaciável e o seu compromisso pra acudir a aprimorar o universo. E tudo isso dizendo por quase uma hora, com naturalidade e frescura, de memória, sem olhar uma única folha de papel.

“O respeitável é a forma em que vivemos e a mensagem que deixamos pros outros. Isso é o que nos sobrevive”. De onde tira essa mulher da sua força tão comovente? Agradeci ao meu conhecido Henrique Barão, ex-ministro socialista e ex-presidente do Parlamento Europeu, que me tivesse avisado a tempo daquele acto irrepetível, por emocionante.

Também agradeceu a sua mulher, Sofia Gandarias, pintora de causas nobres e azuis incríveis, o que teria recomendado ao reitor Berzosa o nome de Levi-Montalcini como merecedora de um doutoramento “honoris causa” da nossa Universidade. Numa ocasião, Enrique Barón a convidou para passar um fim-de-semana não se onde. Ela recusou o convite, alegando que tinha que deslocar-se trabalhar em seu laboratório no dia seguinte. Assim é ela. Um monumento pra o mais incrível da situação humana.